domingo, 2 de agosto de 2009

2ª Exposição Modos de Ver


O Modos de Ver convida para 2ª Exposição dos participantes do projeto, com a curadoria de Isabel Gouvêa e Adenor Gondim - 10 de agosto, na Aliança Francesa de Salvador, às 19h. Entrada franca. A exposição fica aberta a visitação até o dia 10 de setembro.

Serão 47 fotografias sobre a festa de Iemanjá e o Design Popular de feiras e praças.

terça-feira, 21 de julho de 2009


A Casa da Photographia promove a saída fotográfica para Acupe
Tema: Nego Fugido
Dia 26 de julho (domingo durante todo o dia)
Saída às 9h em frente ao Shopping Iguatemi. Inscrição na Casa da Photographia. Tels.: (71) 3491-3906

terça-feira, 14 de julho de 2009

Agora, no Carmo

Atenção amigos da Casa da Photographia, já estamos funcionando na Ladeira do Carmo, nº 29 - Pelourinho

Por enquanto só estamos atendendo pelo número (71) 3491-3906

Aguardamos o contato e a visita de vocês!

Cordialmente,

A Casa

domingo, 12 de julho de 2009

Fotografia e contentamento



Muito de tudo. Muito sol, muitas cores, muitos encontros e muitos sorrisos. Nesse caso, o excesso foi providencial. Éramos um grupo de pessoas com suas máquinas fotográficas a espera do surpreendente, em pleno suspense e ansiedade que só a beleza causa, ao ser esperada. Estávamos a espera da cultura popular, e mais ainda da sua manifestação sem interferências.




O tema, inicialmente, era a festa dos Caretas, que acontece durante todos os domingos de julho em algumas cidades do Recôncavo, começando pelo dia 2, data histórica da Independência da Bahia. Pela janela do ônibus, a cidadezinha chamada Acupe (92 Km de Salvador) ia se aproximando. A paisagem era aquela do Recôncavo baiano: clima bucólico, casinhas simples e ruas de pedra. A arquitetura de Acupe não é tão charmosa quanto a de Cachoeira (120 Km de Salvador), sua vizinha de território, mas, assim que o inusitado surgiu, criou-se uma aura de encantamento pelo lugar e deu-se, enfim, o charme.



Jovens, a maioria adolescentes, surgiram das vielas estreitas da pequena cidade, com os rostos escondidos por máscaras típicas de filmes de terror. Monstros, bruxas, animais ferozes com os dentes à mostra, estavam representados nessas máscaras feitas de borracha industrializada, contrastando com as roupas visivelmente caseiras, improvisadas por eles mesmos. As roupas, para ser mais exata, eram a junção de todo tipo de tecido e plástico, já outros mais caprichados, usavam paletó branco. Sim, paletó branco com a máscara de monstro no rosto. Como não se surpreender?





Eram os Caretas que saiam às ruas de Acupe, correndo pelas ladeiras, atrás dos garotinhos que simulavam medo, quando na verdade queriam mesmo é entrar na brincadeira. Descemos do ônibus afoitos por capturar aquelas cenas e toda a criatividade que apontava delas. Os Caretas correndo atrás dos garotinhos e nós de toda a cena. O dia só estava começando. Decidimos subir no ônibus e seguir para Saubara (96 Km de Salvador), outra cidadezinha próxima, que também estava em alvoroço.


Lá os Caretas estavam melhor fantasiados. Com acessórios que beneficiavam ainda mais o visual criativo. Lá eles usavam saias de palhas de bananeiras e investiam mais na riqueza de suas roupas. Uns colocavam vestidos xadrez e até vestidos de noiva. A cada esquina apareciam figuras ainda mais exuberantes e os nossos olhos de fotógrafos agradeciam. O dia foi passando e a hora de ir embora se aproximava junto com o pôr-do-sol. Voltamos para Acupe depois de recebermos a notícia de que o grupo do Nego fugido ia passar por lá.




Parecíamos caçadores. A nossa presa era a boa imagem. Enquanto o grupo não aparecia, ficamos na pracinha da cidade esperando a sua chegada. Casais de namorados, crianças, senhorinhas nas janelas e grupos de amigos compartilhavam aquele ambiente, junto com a gente, também na expectativa. Quando algum tempo depois, o som de atabaques se fazia presente e vinha de longe. Atentos, todos, inclusive nós, começamos a nos reunir.





As senhorinhas apareceram nas portas das suas casas, os senhores, sempre mais sérios, ficaram nas janelas e as crianças se misturavam conosco na maior alegria. Éramos a representação desenhada dos versos de Chico Buarque em A Banda: "A moça triste que vivia calada sorriu. A rosa triste que vivia fechada se abriu. E a meninada toda se assanhou pra ver a banda passar cantando coisas de amor". Infelizmente eles não cantavam coisas de amor.




Encenavam com muita veracidade e com toda a alma de artista as dores dos escravos e as suas lamúrias. Crianças de 7 a 10 anos com os rostos pintados de preto e as bocas tingidas de vermelho sangue representavam aquelas pessoas que tanto sofreram durante um período cruel da nossa história. Ao lado dessas crianças-artistas estavam alguns homens com os rostos também em preto, com as bocas vermelhas, vestidos com roupa de vaqueiro e espingarda na mão. Eram os capitães do mato.



Ao som dos atabaques e de músicas típicas do samba de roda, eles se assanhavam, rodopiando sem parar. As crianças-artistas pediam "socorro" ao público, "não queriam morrer": "Sinhá me salve, eu não quero ir pro tronco!" Se jogavam ao chão, contorcendo os corpinhos franzinos. Era algo impactante e muito emocionante. Embora representassem a tristeza na sua forma mais visceral, era bonito de se ver. Aquilo era arte, e melhor, aquilo era o povo atuando e contando a história dos seus antepassados.



É claro que toda essa magia se tornou um prato cheio para nós fotógrafos. Alguns de nós se deitavam no chão, agachavam, colocavam as máquinas em vários ângulos para não perderem nenhum segundo do que viam. E voltamos para casa, extasiados e felizes por termos capturado belas imagens, as nossas mais valiosas presas.



* Texto de Flavia Vasconcelos / Fotos de Marcelo Reis

As saídas fotográficas para Saubara e redondezas são organizadas pela Casa da Photographia e vão acontecer durante todos os domingos do mês de julho. Para participar entre em contato com a gente pelo tel: (71) 3491-3906 ou pelo e-mail adm@casadaphotographia.art.br.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Recado de Marcelo Reis para os amigos da Casa da Photographia

Santo Antônio, Cruz do Pascoal, Salvador, dia 02 de Julho de 2009 © Marcelo Reis.


Só para lembrar que a partir do dia 10 de julho, estaremos atendendo temporariamente na Rua [ladeira] do Carmo, casa de número 29, Pelourinho. Os contatos de telefones e e-mail são os mesmos.


Apareçam, Marcelo

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Making of do Modos de Ver 5





Essas são fotografias feitas por Gonzalo Bazan (participante do Modos de Ver) durante a saída fotográfica do Modos de Ver 5, com Isabel Gouvêa para a Feira de São Joaquim. Nelas estão alguns participantes no momento exato de produção.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

5ª edição do Modos de Ver destaca beleza fotográfica de objetos simples e originais que compõem o dia-a-dia dos baianos




A Aliança Francesa de Salvador recebeu, no chuvoso dia 22 de maio, os participantes da 5ª edição do Projeto Modos de Ver, realizado pelo Instituto Casa da Photographia e coordenado por Marcelo Reis e Flavia Vasconcelos. Isabel Gouvêa, a fotógrafa convidada dessa edição, trouxe novos olhares e idéias baseadas na beleza do dia a dia da nossa cidade, com o tema Design Popular de feiras e praças.



Carrinhos de café, carrinhos de sorvete, recipientes construidos para vender taboca, amendoins e vários outros quitutes, foram apresentados por Gouvêa como arte e, principalmente, como objetos possíveis de compor belas fotografias. Objetos construidos por pessoas comuns para serem apenas ferramentas de trabalho, e que chamaram a atenção da fotógrafa pelas suas cores vivas, formas e arquitetura criativa.



Os participantes dessa edição puderam, dessa forma, atentar para a beleza da engenharia popular que faz parte da rotina da cidade, e que passa desapercebida pelos olhares desatentos e acostumados de quem transita pelas ruas da capital.
E para experimentarem esse novo olhar fotográfico proposto por Isabel Gouvêa, os participantes, junto com a convidada, irão, no sábado próximo (30), para a Feira de São Joaquim, um dos pontos onde se concentram muitos designers populares e suas obras, para fotografarem esse tema. No domingo (31) a Aliança Francesa os recebe novamente, onde irão apresentar o que conseguiram capturar durante a saída fotográfica e receberão dicas e comentários feitos pela experiente fotógrafa.




No segundo semestre, essas fotografias, juntamente com as produzidas pelos participantes da edição passada (Festa de Iemanjá, com o fotógrafo convidado Adenor Gondim) serão expostas em uma galeria de Salvador.




Texto: Flavia Vasconcelos.
Fotos: Uran Rodrigues.